Acordar várias vezes durante a noite para urinar, perceber que o jato urinário já não tem a mesma força de antes ou sentir uma urgência repentina para ir ao banheiro são situações muito comuns na vida de homens a partir dos 40 ou 50 anos.
Muitas vezes, esses sinais são encarados como uma consequência natural do envelhecimento e acabam sendo ignorados por meses ou até anos. No entanto, esses desconfortos frequentemente apontam para uma condição bastante comum conhecida como Hiperplasia Prostática Benigna, também chamada de HPB.
Receber a informação de que a próstata está aumentada pode gerar dúvidas e uma ponta de ansiedade, mas é essencial compreender que se trata de uma alteração benigna, que não é câncer e não se transforma em câncer, embora as duas condições possam coexistir, motivo pelo qual a avaliação médica é importante.
Em Presidente Prudente e em toda a região do Oeste Paulista, recebo no consultório homens que buscam entender o que está acontecendo com a própria saúde e como recuperar o conforto no dia a dia. A avaliação detalhada com o urologista é o primeiro passo para afastar receios e definir a melhor conduta para cada caso.
O que é a Hiperplasia Prostática Benigna e por que ela acontece
A Hiperplasia Prostática Benigna é o crescimento natural e não canceroso da próstata. Essa glândula, do tamanho de uma noz nos homens jovens, está localizada logo abaixo da bexiga e envolve a uretra, canal por onde a urina passa. Com o passar dos anos e devido a alterações hormonais naturais do envelhecimento masculino, o tecido prostático tende a aumentar de volume.
Conforme a próstata cresce, ela pode comprimir a uretra e dificultar o fluxo normal da urina, gerando os sintomas urinários. Trata-se de um processo benigno, mas que exige acompanhamento médico para evitar o comprometimento da bexiga e dos rins.
Sintomas de próstata aumentada: quando merecem atenção
Os sinais da HPB costumam surgir de maneira gradual e podem variar de intensidade entre cada pessoa. Entre os sintomas mais relatados no consultório estão:
- Necessidade de urinar várias vezes durante a noite
- Sensação de que a bexiga não foi completamente esvaziada
- Jato urinário fraco, interrompido ou hesitante
- Dificuldade para iniciar a micção
- Urgência para urinar, com necessidade imediata de encontrar um banheiro
Em fases mais avançadas ou sem o acompanhamento devido, a HPB pode levar a complicações como retenção urinária aguda, infecções de repetição ou formação de cálculos na bexiga.
Como o diagnóstico da HPB é realizado no consultório
A investigação da HPB é feita de maneira simples e acolhedora durante a consulta médica. O urologista avalia o histórico de saúde do paciente, a intensidade dos sintomas e o impacto na qualidade de vida. Exames complementares auxiliam no diagnóstico e ajudam a avaliar a estrutura e a função do trato urinário:
- Questionário de sintomas (IPSS) e exame de urina, para avaliar a intensidade dos sintomas e descartar infecção; exame de sangue PSA para avaliar alterações na próstata
- Ultrassonografia do aparelho urinário para medir o volume da glândula e o volume de urina remanescente
- Urofluxometria para registrar a força e a velocidade do jato urinário
- Exame de toque retal, fundamental para avaliar o tamanho, a consistência e a presença de nódulos na próstata
Quando o tratamento da HPB se torna necessário
Nem todo homem com próstata aumentada precisa passar por procedimentos imediatos. A indicação do tratamento depende do quanto os sintomas incomodam o paciente, da presença de complicações e do impacto na sua rotina diária.
Quando as queixas são leves, o acompanhamento periódico com exames de rotina pode ser a conduta inicial recomendada pelo médico, junto a medidas como reduzir a ingestão de líquidos à noite e moderar o consumo de cafeína.
Tratamento da HPB e cirurgia para próstata aumentada: opções disponíveis
Quando há necessidade de intervir, existem diferentes alternativas terapêuticas:
- Tratamento medicamentoso: Indicado para casos leves a moderados, reduz o tônus muscular da próstata ou diminui o crescimento da glândula, facilitando a passagem da urina.
- Tratamentos cirúrgicos e minimamente invasivos: Indicados quando os medicamentos não oferecem a melhora desejada ou quando ocorrem complicações.
Entre as opções disponíveis estão a ressecção transuretral, procedimentos a laser como a enucleação anatômica com laser HoLEP e técnicas cirúrgicas adequadas ao tamanho de cada glândula.
Recuperação e acompanhamento contínuo
O tempo de recuperação varia de acordo com a abordagem adotada. Nas técnicas minimamente invasivas, o retorno às atividades habituais costuma ser mais rápido e com menor desconforto. O acompanhamento regular com o urologista garante que a saúde urinária permaneça preservada e que o paciente mantenha sua qualidade de vida no longo prazo.
A Hiperplasia Prostática Benigna é uma condição muito comum e que tem tratamento. Enfrentar os sintomas urinários sem buscar orientação médica não deve ser encarado como algo inevitável com o avançar da idade. A avaliação individualizada permite encontrar a solução mais segura e proporcional para as necessidades de cada paciente.
Agende uma consulta para conversar sobre a sua saúde prostática e entender o tratamento mais adequado para o seu caso.
Dr. Antonio Mariotti | CRM/SP 125461 | RQE 41715
